Ouça ao primeiro episódio do podcast NutriYoga

Após muito tempo sem gravar o primeiro episódio de meu podcast está no ar. 

Episódio 1 - Agave, por Andreia Torres - Nutricionista clínica e esportiva com doutorado em psicologia clínica/comunicação em saúde (UnB/Harvard)

Episódio 1 - Agave, por Andreia Torres - Nutricionista clínica e esportiva com doutorado em psicologia clínica/comunicação em saúde (UnB/Harvard)

Não compre águas vitaminadas

As águas vitaminadas (vitamin waters) estão cada vez mais populares. O marketing é forte, as embalagens são bonitas, a água é colorida e faz a alegria da criançada. Mas o que há mesmo nestas garrafas?

Água + açúcar ou adoçante + corantes + vitaminas (que você extrai das frutas e verduras, com muita facilidade).

Açúcar nunca faz bem. Adoçantes também são extremamente controversos. Você pode assistir a aula sobre o assunto abaixo, se achar necessário:

 

Uma garrafa de 600 ml pode fornecer até 32 gramas de açúcar e 120 kcal. Esta é a quantidade de açúcar máxima recomendada para crianças durante o dia todo! Nos EUA a água vitaminada da coca-cola tem a mesma quantidade de frutose do refrigerante coca-cola. O consumo de bebidas adoçadas com frutose está altamente relacionado com maior risco de obesidade em crianças e maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes e síndrome metabólica em adultos e crianças. 

Mas e as vitaminas? Sim, nosso organismo precisa delas mas o consumo acima das necessidades não traz qualquer benefício à saúde. E mesmo que você precisasse de mais vitaminas não faz o menor sentido consumi-las a partir de água adoçada. Faça isso a partir de uma dieta variada e nutritiva! 

Resumo: água com vitaminas não é uma bebida saudável. Passe longe e ensine para seus filhos. Bebida saudável chama-se água e até a da torneira é melhor do que a da coca-cola e de marcas similares.

Os benefícios da dieta baseada em plantas

No Brasil, a mortalidade associada às doenças cardiovasculares é alta, sendo maior em indivíduos de baixa renda e com menor escolaridade. de acordo com Ishitani et al. (2006), "é provável que melhor escolaridade possibilite melhores condições de vida e, conseqüentemente, impacto positivo na mortalidade precoce". Estão associadas a esta alta mortalidade o tabagismo, o sedentarismo, o alto consumo de carnes vermelhascarnes processadas e refrigerantes e o baixo consumo de frutas e verduras.

Alguns documentários que tratam deste tema incluem Forks Over KnivesVegucated, Fat, Sick & Nearly Dead e Super Size Me. De forma de fácil entendimento os filmes mostram o que a ciência comprova:

- Uma dieta baseada em plantas diminui a inflamação corporal contribuindo para o tratamento de  diabetesobesidade, lúpus, esclerose múltipla, doenças cardiovasculares, depressão, câncer de cólon e câncer de mama.

- Ao comer menos carne, você salvará milhares de animais durante a sua vida. Evitará também o consumo de hormônios presentes nas carnes.

Desafio da semana: beber mais água

Desde que voltei a morar em Brasília, no meio de julho, venho sofrendo com a baixa umidade do ar. Parece que daqui para frente vai melhorar. Mesmo assim, estou sempre com sede. De fato, hoje fiz uma bioimpedância e o aparelho comprovou: estou super desidratada. Meu percentual de água corporal está 52,2% (compatível com o nível de hidratação de idosos). Então o desafio da semana para mim e todos que moram aqui no centro-oeste é beber ainda mais água. 

Todas as células do corpo dependem da água para seu adequado funcionamento. A desidratação prejudica o organismo e aumenta o cansaço, a sonolência, a irritação, deixa a pele ressecada, aumenta as rugas e pode gerar dor de cabeça, mal estar e prisão de ventre. Também pode acelerar batimentos cardíacos e deixar a respiração mais rápida.

A hidratação pode ser feita com água, chás, água de coco, frutas e verduras ricas em água. Capriche aí. Eu vou caprichar aqui!

Obs: a hiperglicemia e o diabetes também desidratam. Faça exames periódicos e verifique se está tudo ok.