Livre-se das dietas. Um papo sobre a alimentação consciente.

O comedor "inconsciente"é aquee que come enquanto realiza outras atividades (como ler, assistir TV, usar o computador, navegar pela internet). Desta forma, dificilmente se presta atenção ao ato de se alimentar já que as outras atividades ocupam a mente. Por isso, é comum nesta situação o consumo de maiores quantidades de alimento. Já quando a refeição é feita de forma "consciente" respeita os sinais de fome e saciedade internos, sem julgamentos. Desta forma, o comer consciente promove saúde e energia. 

Abaixo descrevo alguns princípios da alimentação consciente: 

- rejeição da mentalidade de dieta evitando-se, por exemplo, a leitura de blogs e revistas que ofereçam conselhos para perdas de peso rápida, fácil ou permanentemente. Evite propostas rígidas ou que divulguem apenas uma forma de ser ou fazer as coisas;

- não passar fome. Dietas restritas funcionam por pouco tempo pois geram compulsão alimentar;

- aprender a lidar com as emoções sem comida. A ansiedade é apenas um dos fatores que contribuem para o consumo exagerado de alimentos. Em cursos de alimentação consciente trabalham-se técnicas meditativas que reduzem o comer emocional;

- Respeitar o próprio corpo. Tentar se enquadrar em um padrão de beleza que não é o seu geram insatisfação, aumentam a ansiedade e podem agravar o comer inconsciente. 

Darei uma palestra gratuita sobre o tema em outubro. Para se inscrever clique aqui.

ALUGO CONSULTÓRIO MOBILIADO - ÁGUAS CLARAS /DF

Em virtude do doutorado e, agora, do pós-doutorado não atendo desde 2014. Estando 100% dedicada à pesquisa informo que estou alugando minha sala, que acabou de ficar desocupada. A sala possui 40 m2, localiza-se na quadra 301 e encontra-se mobiliada. Para mais detalhes envie uma mensagem utilizando o formulário no canto inferior da página.

30 anos da 8a Conferência Nacional de Saúde

Este ano comemorou-se o 30o aniversário da 8a Conferência Nacional de Saúde. A Conferência foi um marco da reforma sanitária, movimento que nasceu no contexto da luta contra a ditadura, no início da década de 1970. A expressão "reforma sanitária" se refere ao conjunto de ideias que se tinha em relação às mudanças e transformações necessárias no setor saúde, em busca da melhoria das condições de vida da população.

Grupos de profissionais preocupados com a saúde pública desenvolveram teses e integraram discussões políticas. A 8a conferência foi liderada por Sergio Arouca, médico sanitarista que defendia a ampliação do conceito de saúde - deixando de ser apenas a ausência de doenças, e passando a ser entendido como qualidade de vida. Uma das ideias disseminadas em seu famoso discurso de abertura do evento em que afirma que "saúde é democracia".

Todo o movimento da reforma sanitária e as discussões travadas na 8a Conferência Nacional de Saúde resultaram em uma grande conquista: a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme o artigo 196 da Constituição Federal. O SUS é mais do que um sistema de saúde gratuito. É um posicionamento do brasileiro em relação ao seu passado, marcado por segmentações e desigualdades sociais.

O SUS foi um grande avanço em relação ao Instituto Nacional de Assistência Médica (INAMPS). Contudo, a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2017 prevê mais cortes na saúde, com possibilidade de ampliação por mais 20 anos caso seja aprovada a PEC 241. Em um país onde cerca de 80% da população depende exclusivamente do SUS, com a taxa de desemprego de mais de 11%, tais políticas pode causar consequências negativas generalizadas. 

A PEC 241/2016, aguarda parecer na Câmara dos Deputados. Se o novo regime fiscal for aprovado poderá significar um corte de mais de 312 bilhões na saúde. Na prática, significa o desmonte do SUS e a privatização do sistema de saúde. Mas isso não é novidade. Os planos de saúde e a indústria farmacêutica fazem volumosas doações às campanhas eleitorais, vinculando a ação de muitos políticos aos interesses dessas corporações. Enquanto isso, as eleições municipais batem à porta...

De acordo com o IPEA o novo regime fiscal implica uma ruptura dos acordos políticos e sociais feitos para a proteção da saúde do brasileiro. O órgão fez uma simulação em que mostra que a saúde teria perdido 257 bilhões de reais se estivesse vigorando desde 2003.

Gestantes devem beber menos leite

Gestantes precisam de mais proteína e cálcio, nutrientes presentes no leite e seus derivados. Contudo, estudos vem demonstrando que laticínios e seus hormônios (Lange et al., 2002Regal, Cepeda e Pente, 2012) aumentam o risco de determinadas doenças em seres humanos, incluindo certos tipos de câncer (Aune et al., 2014Larsson et al., 2015; Wang et al., 2015). Os níveis hormonais dos laticínios são uma preocupação principalmente durante a infância e a gestação (Aksglaede et al., 2006; Steinman, 2006). Desta forma, a recomendação de consumo de laticínios vem sendo questionada (Ludwig e Willett, 2013).

Mulheres que ingerem laticínios tem 5 vezes mais chance de terem crianças gêmeas do que mulheres que não ingerem laticínios (Steinman, 2006). Gestações gemelares aumentam o risco de complicações, mortalidade materna e infantil em até 10 vezes (Steinman, 2006Young e Wylie, 2012).

 

Desta forma, pesquisadores da área vem recomendado a redução do consumo de laticínios em gestantes. Proteínas podem ser encontradas em outras fontes como leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico, soja), castanhas, sementes, quinoa, chia e cogumelos. Fontes de cálcio em alimentos de origem vegetal incluem vegetais verde-escuros (brócolis, couve e quiabo), frutas secas (figo, damasco, uva-passa), sementes de girassol e gergelim. O cálcio também pode ser suplementado. Para tanto, consulte um nutricionista.