Uso de ervas deve ser suspenso antes de cirurgias

A literatura traz relatos frequentes de pacientes que apresentam efeitos colaterais adversos, mesmo após procedimentos cirúrgicos bem sucedidos. Reações a anestesias e medicamentos são bem relatados. E existem também os efeitos indesejáveis, como sangramento excessivo, com o uso de suplementos, como o ômega-3.

A sociedade americana de anestesiologistas recomenda que todos os pacientes cirúrgicos suspendam medicamentos ou suplementos a base de ervas 2 semanas antes de cirurgias. Além disso, converse com o seu médico e anestesista sobre o uso de qualquer medicação, suplemento e até chá que esteja tomando.

Lahiri (2014) cita alguns suplementos a base de ervas e seus possíveis efeitos colaterais após cirurgias:

Dieta rica em alimentos de origem animal aumenta risco de doenças coronarianas

Artigo publicado na Nature Reviews Nephrology descreve mecanismo em que dietas ricas em gorduras, carnes e outros alimentos de origem animal elevam o risco de doenças crônicas e cardiometabólicas.

Tais alimentos são ricos em compostos que alteram a composição intestinal, aumentam a produção bacteriana de toxinas como a trimetilamina (TMA), a permeabilidade intestinal, a resistência a insulina, esteatose e inflamação do tecido adiposo.

A TMA chega ao fígado sendo convertida pela enzima flavina monooxigenase (FMO) em óxido de trimetilamina (TMAO). O TMAO aumenta danos cardiovasculares e renais.

Para reverter essa cascata bioquímica é importante reduzir o consumo de gorduras ruins, de alimentos de origem animal e cuidar do intestino (tratar a disbiose).

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Ansiedade: o papel da erva Ashwagandha

Os mecanismos de estresse podem ser benéficos conduzindo-nos à ação. Contudo, o estresse crônico geralmente resulta em declínio na saúde. Assim, o controle do estresse e ansiedade deve ser levado à sério. Praticar exercícios, ouvir música, meditar, entrar em contato com a natureza, dormir e tirar férias são estratégias frequentemente citadas nos estudos para a redução da ansiedade.

Comer bem também é importante. O jejum aumenta o estresse fisiológico e piora o humor. Quando o estresse é grande podem aparecer sintomas como cansaço, redução da memória, distúrbios menstruais, dores de cabeça, musculares ou articulares, insônia e irritabilidade.

Distúrbios mais graves de ansiedade podem ser tratados com antidepressivos, ansiolíticos e betabloqueadores. Mas antes de partir para medicamentos é recomendável tentar alternativas nutricionais. Isto porque os medicamentos vem juntos com uma série de possíveis efeitos colaterais que incluem indisposição, visão desfocada, fadiga, pesadelos, náuseas, tonturas, fraqueza, vertigens e dependência química.

O papel de nutrientes e ervas na redução da ansiedade vem sendo estudado sistematicamente. Já falei anteriormente no blog sobre taurina, inositol, GABA, valeriana, vitamina B6, zinco, cobre, magnésio, ômega-3, fosfatidilserina, kava-kava, lisina, arginina, triptofano, Griffonia simplicifolia, L-teanina, SAME,  e carboidratos complexos.

Hoje trago informações sobre a Withania somnifera, conhecida popularmente n a medicina ayurvedica como Ashwagandha. Apesar da erva ser usada na Índia a centenas de anos apenas recentemente começou a ser investigada clinicamente. É considerada um adaptógeno, tornando a pessoa mais ativa quando está para baixo e menos ativa quando está muito agitada/ansiosa.

Em cinco estudos, no qual a erva foi suplementadas por períodos de 6 a 12 semanas, em quantidades variando de 125 mg a 12.000 mg por dia, mostraram redução na ansiedade. Em geral, recomenda-se cerca de 300 mg/dia. Contudo, a dose deve ser ajustada individualmente por seu nutricionista.

Gestantes, pessoas com úlceras, indivíduos com doenças autoimunes como esclerose múltipla, artrite reumatóide e lúpus não devem fazer uso da erva.

Indivíduos fazendo uso de sedativos ou imunosupressores também não devem utilizar suplementos de Ashagandha.

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Suplementos para veganos

Frutas e verduras são alimentos maravilhosos. Fornecem milhares de nutrientes importantes incluindo vitaminas, minerais e fitoquímicos que protegem a saúde mais do que qualquer outro alimento. Contudo, alguns nutrientes estão indisponíveis ou poucos disponíveis nas plantas. São eles:

Vitamina B12

Nutriente essencial, fundamental para o amadurecimento de células sanguíneas, manutenção dos nervos e função cerebral normais. É encontrado quase exclusivamente em alimentos de origem animal. Lacto-ovo-vegetarianos não estão sob risco de deficiência. Já veganos estão sob maior risco de:

  • Fraqueza, cansaço
  • Redução da memória
  • Desordens neurológicas ou psiquiátricas
  • Anemia megaloblástica
  • Aumento do risco de doença de Alzheimer
  • Aumento do risco de falhas cardíacas

Além da suplementação de vitamina B12, veganos podem ainda adotar o consumo de alga nori e tempeh, que possuem pequenas quantidades do nutriente. Apesar da espirulina possuir uma pseudovitamina B12 a mesma não é biologicamente ativa, não sendo uma boa opção como fonte.

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Deficiência de B12 em veganos

Creatina

Quem malha provavelmente já ouviu falar desse peptídio que funciona como uma reserva de energia rápida. Apesar da creatina não ser essencial na dieta, vegetarianos comprovadamente possuem baixos estoques de creatina. A suplementação de creatina melhora o rendimento de vegetarianos durante a atividade física, o que auxilia na manutenção ou ganho de massa muscular.

Vitamina D

A carência de vitamina D é comum em vegetarianos e não vegetarianos, estando associada a maior risco de câncer, osteoporose, doenças cardiovasculares, esclerose múltipla, depressão, memória, Parkinson e Alzheimer, doenças autoimunes e obesidade.

A melhor fonte alimentar de vitamina D é a gema do ovo. Nossa produção endógena depende da exposição solar. A suplementação é recomendada para todos que estejam com níveis plasmáticos abaixo de 30 ng/mL.

Ácido docosahexaenóico (DHA)

Este ácido graxo essencial é importante para o desenvolvimento adequado do cérebro. Sua suplementação é muito importante na gestação e aleitamento.

É principalmente encontrado em peixes. Pode ser produzido a partir do Ácido alfa-linolênico (ALA), encontrado na linhaça, chia e castanhas, se não houver deficiência de vitaminas do complexo B. Mesmo assim, alguns estudos mostram que essa conversão pode ser insuficiente (Arterburn, Hall e Oken, 2006Talahalli et al., 2010)

Para Barceló-Coblijn e colaboradores (2008) a conversão de ALA para DHA pode ser conseguida sim, mesmo em dietas veganas. A lâmina abaixo mostra a importância de alguns nutrientes para que isto aconteça, como as vitaminas B3, B5, B6, Biotina, C e os minerais zinco e magnésio.

Um cuidado é que o ácido linoléico (ômega-6) pode reduzir a conversão de ALA em DHA (Gibson et al., 2013). Cuidado portanto com os excessos de óleo de soja, girassol, cártamo, milho e alimentos feitos com estes óleos.

A tabela abaixo mostra o percentual de ácido linoléico em diferentes óleos:

A suplementação de óleo de microalgas também vem sendo sugerida por pesquisadores (Arterburn et al., 2008Doughman, Krupanidhi e Sanjeevi, 2007) para indivíduos veganos.

Leia mais:

Ômega-3 para veganos

Outros nutrientes:

- Proteína

- Taurina

Melhore o funcionamento intestinal e reduza o risco de doenças do fígado e do coração

O intestino mal funcionante, com desequilíbrios da flora bacteriana (disbiose) parece ser um dos responsáveis pelo aumento da inflamação sistêmica. Esta inflamação aumenta a permeabilidade intestinal e a passagem de toxinas para a corrente sanguínea e fígado. A resposta inflamatória intensifica-se, como mostrada na figura, publicada em artigo de 2015. Isto promove ou intensifica a esteatose hepática.

As bactérias intestinais também degradam a colina com aumento do composto tóxico trimetilamina, que tanto é tóxico ao sistema circulatório quanto ao fígado.

Fonte: Parekh et al., 2015 - http://www.nature.com/ctg/journal/v6/n6/pdf/ctg201516a.pdf

Fonte: Parekh et al., 2015 - http://www.nature.com/ctg/journal/v6/n6/pdf/ctg201516a.pdf

Não compre suplementos antes de conversar com seu nutricionista

Suplementos podem ser muito úteis, em várias situações. Ômega-3 para os que não consomem peixes e outras fontes deste importante ácido graxo, probióticos para desequilíbrios da flora intestinal, vitamina B12 para veganos, aminoácidos específicos para tratamento da depressão, são exemplos de recomendações que nutricionistas fazem após adequarem a dieta de seus clientes. Recomendam a quantidade adequada, o horário e o tipo de formulação/manipulação com melhor absorção e melhor custo-benefício. Também existem produtos prontos bem interessantes, mas a maioria não é!

Se você for a uma loja de suplementos dizendo que está malhando e quer uma recomendação, sairá de lá com 10 produtos desnecessários na sua rotina de exercícios, na sua dieta e também para sua conta bancária. O mesmo acontece na indústria da estética e emagrecimento.
Existe por aí uma quantidade grande de produtos que parecem maravilhosos mas que confundem muita gente. Estes da foto tem como primeiro ingrediente a maltodextrina (um açúcar). Você está tomando para quê mesmo? Correr?

A indústria (não é exclusividade dessa no exemplo da foto), o vende como um produto para “detox”, ou seja para facilitar a eliminação de toxinas. A desintoxicação acontece o dia inteiro no organismo. Para essa eliminação precisamos de uma série de aminoácidos, vitaminas e minerais que transformam um composto indesejável em algo que possa ser eliminado. Assim, durante todo o dia você precisa entregar ao seu organismo nutrientes do bem (daí a psicopatia dos nutricionistas te mandando comer de 2 em 2 ou 3 em 3h). Será que um suco industrializado, com açúcar, acidulante, antiumectante, edulcorante (adoçante), corante é o melhor para isso? Converse com um bom profissional!

Você vai economizar dinheiro comendo de forma muito mais saudável, sem precisar recorrer ao que não precisa. Quer mais? Vá lá no site da herbalife e procure pelos shakes famosos da marca. Leia a lista de ingredientes: frutose + açúcar caramelizado + maltodextrina misturados com proteínas, vitaminas, minerais, corantes, conservantes, aromatizantes, antiumectantes, adoçantes e fibras. Saudável mesmo é aquilo que todo mundo já sabe: frutas, verduras, castanhas, sementes, cereais integrais, tubérculos…